sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Run, Forrest, run!

No último sábado, ainda pela manhã, fui ao cardiologista para a consulta que deveria selar o final do meu check up anual. Devido a minha rotina, acabei optando este ano por fazer com um médico que atende em uma clínica próxima a minha casa e, principalmente, que atende aos sábados.
Na consulta inicial, apenas as solicitações dos exames e o agendamento do retorno após o término deles.
Pois bem, retornei no último dia 24 para saber do diagnóstico final, mas não foi bem isso que acabou acontecendo.
Juntando o tempo das consultas, não estive mais do que 10 minutos dentro do consultório médico, que apenas me fez uma perguntada na primeira consulta e que foi repetida na segunda: "tudo bem com você?".
Mas o pior momento ainda estava por vir, ele fez a leitura do Ecodoppler e disse que estava tudo OK, fez a leitura do teste ergométrico e novamente disse que estava tudo OK e quando chegou no exame de sangue tive a certeza que tinha feito uma péssima escolha e que precisaria procurar por outro cardiologista.
Ao chegar no HDL que apresentava um índice de 38mg/dl, quando pelo parâmetro do exame deveria estar acima de 40mg/dl, ele disse, sem ao menos olhar na minha cara, que eu precisava fazer atividade física. Ali a consulta acabou para mim, fiquei apenas esperando ele terminar de falar para ir embora.
Ele não tinha se dado ao trabalho, em momento algum, de perguntar sobre meus hábitos, meu histórico de doenças, sobre a questão da obesidade, nem nada.
Ele não sabia que eu já perdi mais de 35kg, que pratico 3 tipos diferentes de atividade física, totalizando ao menos 6 treinos por semana, já tendo chegado até mesmo a 10 treinos em uma única semana e também não sabia que faço acompanhamento nutricional. Enfim, não sabia de nada porque não perguntou nada, não mostrou qualquer interesse no paciente, apenas queria liberar o mais rápido possível para poder entrar com o próximo e poder manter o dinheiro entrando na conta bancária.
Hoje foi o dia do tira-teima, optei por uma cardiologista que sempre tive ótimas referências, mesmo tendo que me ausentar do trabalho temporariamente para tal fim.
Outro nível de consulta, dessa vez senti que realmente estava sendo atendido por um médico. Explicações e mais explicações para todos os pontos dos exames e até mesmo para a situação do HDL estar abaixo do parâmetro que pelo protocolo mais atual (atualizado a 15 anos) é de 55 e não mais 40. Até isso no exame estava errado.
No mais, apesar de ainda não ter o físico de um atleta profissional, meu organismo já corresponde como tal. Meu batimento cardíaco em repouso está em 48 bpm, o que já se enquadra no nível de profissionais. Não tenho intenção de chegar aos 29 de Indurain, 32 de Lance Armstrong ou 38 de Dean Karnazes, mas esse nível que estou já me ajuda muito nas atividades que pratico.
A recuperação pós-esforço também já se encontra em nível de atleta e o VO2 Max está quase lá... 69,26 ml/kg min, enquanto o nível mínimo esperado por um atleta é a partir de 70 ml/kg min.
Quando digo que cheguei aos 31 anos melhor do que cheguei aos 30 e muito melhor do que cheguei aos 29 anos, não falo só sobre aparência, falo sobre tudo.
Agora bora dormir porque amanhã é dia de corrida e de funcional na areia.

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